FHC diz que governo não pode dar passos que prejudiquem economia15/Mar, 21:14 Por Isabel Braga e Tânia Monteiro Brasília, 15 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje que o governo não pode "dar passos que prejudiquem o equilíbrio macroeconômico" porque senão "tudo o mais vai por água abaixo". Esse foi mais um recado do presidente ao Congresso, que pressiona em favor de um aumento do salário mínimo correspondente a US$ 100. O aviso foi dado em discurso bem-humorado, após o presidente receber a Agenda Única do Turismo Nacional, elaborada por parlamentares e entidades ligadas ao turismo. O presidente ressaltou que o momento é para comemorações: "Agora, estamos vendo os índices de inflação caindo e caindo bastante, a moeda se valorizando outra vez, isso é importante." O secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, assegurou, na ocasião, que o governo ainda não fechou o número para o mínimo. Sobre a possibilidade de os recursos para garantir o reajuste saírem do próprio Orçamento, o ministro afirmou: "Se aumentar despesas, é preciso cortar em algum lugar." Fernando Henrique aproveitou o encontro no Planalto e brincou com os governadores de São Paulo, Mário Covas (PSDB), e de Santa Catarina, Esperidião Amin (PPB), que estavam presentes à solenidade. Covas afirmou, por sua vez, que demitirá os servidores aposentados do Estado que continuam trabalhando e recebem mais do que o teto de R$ 11.500,00 em discussão para o funcionalismo público. Ele condenou o teto dúplex - salário máximo do servidor de R$ 11.500,00 com acréscimo do mesmo valor para uma aposentadoria, podendo chegar a R$ 23 mil. "Isso é um absurdo." Covas e Amin pediram pressa na aprovação da emenda do teto no Congresso, para que os Estados possam fixar os seus subtetos. Para eles, o problema de salário nos Estados não está no Executivo, onde há controle, mas no Legislativo e no Judiciário.

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