FHC diz que desafio é manter equilíbrio da cotação do real
Colônia, Alemanha, 15 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje, em palestra a empresários alemães, em Colônia, na Alemanha, que o problema do Brasil, agora, é manter o ponto de equilíbrio da cotação do real em relação ao dólar. "Hoje, está em alguma coisa em torno de 1,70 real e 1,60 real, quando, no memorando com o FMI (Fundo Monetário Internacional), se imaginava 1,70 real em dezembro", afirmou o presidente. "Isso é fantástico, mas é verdade; o Banco Central (BC) está sendo obrigado a sustentar o dólar", acrescentou. Em entrevista concedida após o encontro com empresários alemães, o presidente explicou, no entanto, que quem fixa o patamar do dólar é o mercado. Ele lembrou que a recuperação do real foi mais rápida do que devia, mas que o BC só entra para "evitar o zique-zague". "Por que, do ponto de vista de quem está na atividade econômica, é melhor haver previsão." O presidente reafirmou que o governo não trabalha com nenhum patamar de cotação. "Quem fixa é o mercado." O presidente disse também acreditar que a cotação está chegando a uma "acomodação normal" e que, se ficar abaixo de 1,70 real, em relação ao memorando acordado com o FMI, "ficou". FHC disse que a previsão é de que o Brasil conclua o ano com uma taxa de juros de 10% a 12%. Segundo ele, a queda dos juros no País tem sido maior do que se previa, sem o governo ter de forçar nada. "Estamos seguindo o mercado", afirmou. Com relação à inflação, o presidente disse aos empresários que a previsão de institutos de pesquisa é de o índice, neste ano, ser menor do que 10% e criticou os pessismistas, que preferem fazer previsões negativas. Ele citou a previsão feita por um banco, que não disse o nome, de que o Brasil teria, em 1999, uma inflação de 60%. Ele fez vários apelos para que os empresários alemães continuem investindo no Brasil. "Somos um bom mercado; temos regras; então, venham para o Brasil."





