Brasília, 13 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso revelou hoje que "apostou" com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, de que haveria um crescimento positivo da economia no final deste ano. "Não sei quem vai ganhar, mas ele deve estar torcendo por mim agora", brincou o presidente, insinuando que o ministro da Fazenda, pessimista, não acreditava que o País pudesse apresentar qualquer nível de crescimento este ano. "Tenho certeza que o ministro da Fazenda assina em baixo comigo: o ano que vem não é isso não, é pelo menos 4%", prosseguiu o presidente, sinalizando que os resultados, no próximo ano, serão superiores a índices de crescimento.
"Desde o início do ano eu estava apostando com o ministro da Fazenda que, no final do ano, teríamos um índice positivo", contou o presidente, durante discurso de lançamento de linha crédito para reativação do setor imobiliário. Segundo ele, esse crescimento será possível porque programas como este que ele estava lançando hoje, "fazem parte dessa visão de um Brasil que vai se dinamizar".
Lembrou ainda que além desse programa para beneficiar o setor da construção civil, o governo anunciou medidas de apoio à média, pequena e microempresa e de reativação do setor agrícola.
Segundo Fernando Henrique, a meta de o País crescer 4% foi estabelecida no programa Avança Brasil. "Não por ser uma vontade abstrata do presidente da República, mas porque há um conjunto de políticas concretas que estamos fazendo, no ano mais difícil que enfrentamos, que foi 1999", prosseguiu o presidente
que encerrou o seu discurso, com um tapa na mesa, garantindo que o País vai crescer. "O Brasil vai continuar crescendo, porque um País com a nossa potencialidade não pode se conformar de ver, simplesmente, gente choramingando e dizendo que não vai dar certo." E assegurou: "vai dar certo".

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