Brasília, 30 (AE) - Os presidentes da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, da Central Geral de Trabalhadores (CGT), Canindé Pegado, e da Central Única de Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, relataram há pouco, no Palácio do Planalto, que ouviram do presidente Fernando Henrique Cardoso, à tarde, a afirmação de que, se o Congresso aprovar um valor superior a R$ 151,00 para o salário mínimo, ele o vetará, porque não há fontes de recursos disponíveis. Os três sindicalistas tiveram uma reunião com o presidente Fernando Henrique e com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, após a cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador, realizada no Planalto.
Segundo o relato de Canindé Pegado, Fernando Henrique evitou, também, dar qualquer sinal de que poderia concordar com a proposta do PFL, de reajustar o salário mínimo para R$ 177,00 a partir de janeiro de 2001. O presidente, de acordo com Pegado, disse que se os pefelistas apontarem as fontes de recursos para a concessão desse salário de R$ 177,00 não haverá problema, mas essas fontes não existem.

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