FHC discute Sivam com militares
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quinta-feira, 02 de setembro de 1999
Por Tânia Monteiro e Edson Luiz 
Brasília, 03 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso convocou hoje o Alto Comando das Forças Armadas para uma reunião no Palácio do Alvorada com objetivo de definir a coordenação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), até então ligado ao Ministério de Projetos Especiais (Mepe), extinto na reforma ministerial. Hoje, o governo considera o projeto de extrema necessidade para ampliar a segurança nas fronteiras. No encontro de hoje, outro assunto previsto era a definição de ações de combate ao narcotráfico na fronteira.
O Sivam é um dos únicos projetos na América do Sul, atualmente, voltado para o controle do tráfego aéreo nas fronteiras. O projeto, porém, poderá sofrer atraso por causa da falta de recursos. Apesar disso, o Ministério da Defesa está construindo um Centro Regional de Vigilância, em Manaus (AM), que será a primeira etapa do sistema. Para a construção total da obra, serão necessários R$ 275 milhões.
Se não houver liberação de novos recursos até o fim do ano, o conjunto de obras - cerca de cem só no Amazonas - poderá sofrer atraso. Pela previsão inicial, a primeira etapa do Sivam seria entregue em junho do ano passado, quando também começarão a voar três dos cinco aviões adaptados com radares, fabricados pela Embraer, especialmente para o sistema.
Participaram da reunião o ministro da Defesa, Élcio álvares, da Casa Civil, Pedro Parente, da Casa Militar, general Alberto Cardoso, do Orçamento, Martus Tavares, das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, além dos comandantes do Exército, general Gleuber Vieira, da Marinha, Sérgio Chagastelles, e da Aeronáutica, Walter Brauer. Participaram ainda outros 30 oficiais-generais quatro estrelas, das três Forças, que integram o Alto Comando do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
Sobre a questão da nova previdência dos militares, que deverá sofrer mudanças com o encaminhamento de alteração na legislação para o Congresso, a expectativa era a de que o ministro de Orçamento e Gestão explicasse aos oficiais que, se o governo continuar a enfrentar dificuldades com a receita da Previdência, talvez seja necessário apressar o envio do projeto que cria o novo modelo. Pelo projeto das Forças Armadas, todos os militares
até os da reserva e os pensionistas, passarão a pagar 9,5% a título de previdência - acréscimo de 4,4% sobre o desconto atual de 5,1%.


