FHC discute previdência com ministros
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de agosto de 1999
Por Rosana de Cássia 
Brasília, 17 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso vai se dedicar hoje à discussão do projeto de regulamentação da Previdência Social. Ele vai presidir duas reuniões que contarão com a presença dos ministros da Previdência, Waldeck Ornélas, da Fazenda, Pedro Malan, da Casa Civil, Pedro Parente, e da Secretaria Geral da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira. A primeira reunião será às 10h30, com os líderes governistas na Câmara e a segunda, às 17h30, com os líderes do governo no Senado. "Eu duvido que alguém queira votar contra 20 milhões de brasileiros que precisam ser incluídos na previdência social. São pessoas que estão inteiramente desassistidas e que se aposentam com a idade máxima", afirmou o ministro da Previdência, Waldeck Ornélas, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, referindo-se aos trabalhadores do mercado informal.
Ornélas, diz que a idade mínima para aposentadoria não está descartada. "Ela é necessária, indispensável, mas não é urgente
porque seria apenas para as pessoas que vierem a entrar no mercado de trabalho. Não terá impacto fiscal imediato", argumentou o ministro.
O projeto do governo de regulamentação da Previdência Social
que será discutido hoje pelo presidente Fernando Henrique, ministros e líderes dos partidos aliados, prevê a criação de um bônus para o trabalhador que se aposentar depois do prazo previsto. Dependendo do tempo de contribuição e da idade de cada trabalhador, esse bônus pode chegar a 192% do benefício.
"O que nós queremos é trazer para a rede de proteção da previdência esses 20 milhões de brasileiros que trabalham no mercado informal. Nesse sentido é que esse projeto vai possibilitar grande avanço na inclusão de toda essa camada da população na previdência social", disse o ministro da Previdência, Waldeck Ornélas ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo.
Segundo ele, dos 18 milhões e meio de aposentados, 12 milhões ganham o salário mínimo e terminam se aposentando aos 65 anos de idade porque têm uma vida de trabalho irregular, não conseguindo provar o período de contribuição. "Esses serão beneficiados pelas regras que o governo está propondo", garantiu o ministro.


