FHC discute CPI dos Bancos com sub-secretário do Tesouro
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de maio de 1999
Por Monica Yanakiev 
Washington, 09 (AE) - Numa reunião de uma hora e meia hoje à tarde, para falar da situação econômica mundial, o presidente Fernando Henrique Cardoso explicou ao subsecretário do Tesouro americano, Larry Summers, os últimos desdobramentos da política brasileira - entre os quais, a mobilização do Congresso para investigar se alguns bancos tiveram ou não acesso a informações privilegiadas do Banco Central. Ao mesmo tempo, ele garantiu que seu governo está decidido a continuar com as reformas e o processo de privatização.
Na saída do encontro, na residência do embaixador do Brasil em Washington, Summers disse que reiterou "o compromisso dos Estados Unidos em apoiar o Brasil nesse período economicamente crucial". E repetiu um recado que vem sendo dado com frequência pelas equipes econômicas brasileira e americana e pela cúpula do Fundo Monetário Internacional (FMI): apesar de a situação hoje ser muito melhor do que há alguns meses, não é hora de relaxar.
"Concordamos que, apesar de a situação econômica global ter melhorado algo, é muito importante evitar qualquer atitude de complacência", disse Summers, minutos antes de sair. Segundo ele, não havia motivos para preocupação, uma vez que o "presidente Cardoso foi muito claro" ao dizer que o Brasil não seria complacente e continuaria a fazer os ajustes necessários para reduzir o déficit fiscal.
Considerado um dos principais responsáveis pelo "boom"da economia americana, Summers tem sido citado como o provável sucessor do secretário do Tesouro americano, Robert Rubin, com o qual Fernando Henrique se reúne amanhã (10). E ambos ajudaram a montar o pacote de ajuda financeira econômica de US$ 41,5 bilhões, do qual participaram os EUA e outros 19 países ricos, além do FMI, do Banco Mundial (Bird) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Summers não quis fazer maiores comentários sobre sua conversa com Fernando Henrique. "Falamos um pouco sobre os desdobramentos da política (brasileira)", disse, ao ser perguntado se os dois conversaram sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos bancos. "E é só isso que quero dizer."


