Brasília, 20 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso deverá definir a mudança de todo o segundo escalão do Ministério da Agricultura, quando retornar da viagem ao exterior
de acordo com fonte credenciada do governo. A mudança foi determinada pelo Palácio do Planalto para alterar uma estrutura considerada "velha e viciada", e a intenção é manter apenas o ministro Francisco Turra, por enquanto.
"O governo vai tentar fazer de Turra um bom ministro, com a equipe renovada." O atual secretário-executivo do ministério, Ailton Barcelos, deverá ser substituído pelo ex-vereador de São Paulo e ex-presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) Celso Matsuda, que foi consultor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
"É uma pessoa do mercado e um grande técnico", disse a fonte. O secretário de Defesa Agropecuária, Ònio Marques, será substituído pelo diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Luiz Carlos de Oliveira. A intenção do Planalto é tentar conter as denúncias de corrupção no setor de defesa, que cuida de registros de agrotóxicos, importações, exportações, animais e vegetais em geral.
Para o lugar do atual secretário de Política Agrícola, Benedito Rosa, pelo menos dois técnicos ligados ao setor foram convidados, mas não aceitaram: Fernando Homem de Mello e Marcos Jank, os dois da Universidade de São Paulo (USP).
As queixas do Palácio em relação a Rosa são as de que ele não tem a articulação política necessária ao cargo. Para a Secretaria de Desenvolvimento Rural, o mais cotado ainda é o ex--viced-governador do Rio Grande do Sul Vicente Bogo, convidado para o cargo por Fernando Henrique. Se aceitar, irá substituir o atual secretário, Murilo Flores.

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