FHC deve exercer liderança para ajudar mercado, diz Santander
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segunda-feira, 21 de junho de 1999
Por Inaiê Sanchez e Cibelle do Nascimento 
São Paulo, 22 (AE) - O mercado brasileiro, que continua a ser altamente influenciado mais por fatores externos do que internos, espera por um catalisador que o faça retomar sua tendência de alta. Tal impulso, na opinião dos analistas do banco Santander, precisa vir da arena política.
"A administração do presidente Fernando Henrique tem passado por um difícil período nos últimos três meses devido às investigações da CPI do setor financeiro, à retomada do escândalo das fitas e aos conflitos tanto dentro do gabinete como entre os que defendem a imediata intervenção do governo para estimular a economia e os que consideram a estabilidade um pré-requisito para o retorno do crescimento. Para o mercado, é essencial que FHC exiba sua liderança política e demonstre uma agenda positiva, que o Congresso acelere suas atividades e que não apareçam mais notícias negativas na mídia. Esperamos que o Presidente reconstrua sua base política durante o recesso de julho e atue com mais eficácia em agosto", avalia o economista Sérgio Goldman.
Para o Santander, a melhor forma da administração reverter o sentimento político negativo é levar adiante no Congresso importantes iniciativas fiscais. "O melhor momento para aprovar tais medidas - levando-se em consideração o recesso - é num período de três a quatro meses (com exceção da reforma tributária, cuja tramitação levará mais tempo)".


