FHC deve anunciar novo ministério às 12 horas
Brasília, 16 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso anunciará hoje, ao meio dia, a nova composição do ministério, informou ontem o Palácio do Planalto. O presidente fez a escolha dos novos ministros de acordo com o perfil técnico deles e com vistas a preservar o equilíbrio de forças na base parlamentar. Decidiu manter Pedro Malan no Ministério da Fazenda e transferir Pedro Parente do Ministério do Orçamento para a Casa Civil. O titular desta, Clóvis Carvalho, vai para o Desenvolvimento, substituindo Celso Lafer, que deixa o governo. Martus Tavares, atual secretário-executivo do Orçamento, deverá ser promovido a ministro.
A manutenção desses nomes indica a disposição do presidente de continuar perseguindo o ajuste fiscal. O PMDB assumirá um ministério novo - o da Integração Nacional -, para o qual o presidente quer o atual líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (RN), compensando a demissão de Renan Calheiros (Justiça), que poderá ser substituído por um jurista. Outra compensação prevista para o PMDB - pela perda da Secretaria de Políticas Regionais - será o Ministério da Cultura, de onde sairá Francisco Weffort e cujo substituto ainda não estava definido na noite de ontem.
O PPB também deverá manter a sua cota de dois ministros: Francisco Dornelles permanece na pasta do Trabalho, e o ex-ministro (dos governos Médici e Collor) Marcos Vinicius Pratini de Moraes deve assumir o Ministério da Agricultura, substituindo o também pepebista Francisco Turra. Os quatro ministros do PFL (Waldeck Ornélas, da Previdência, Rodolpho Tourinho, das Minas e Energia, Rafael Grecca, do Esporte e Turismo, e Zequinha Sarney, do Meio Ambiente) permanecem em seus postos. Já o PSDB, principal incentivador da reforma, não conseguiu o objetivo de reforçar a sua presença no Ministério. A pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, para a qual o partido articulava um nome de forte expressão política, continuará nas mãos de tucanos com pouco compromisso com os objetivos da legenda. Fernando Henrique, ao escolher Clóvis Carvalho, mostrou que fez uma opção pessoal.





