FHC defende no México ampliação do comércio
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sexta-feira, 28 de maio de 1999
Por Tânia Monteiro (enviada especial) 
Cidade do México, 29 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje, após passar o dia reunido com os demais presidentes dos integrantes do Grupo do Rio, na residência oficial de los Pinos, que o interesse dos países da América Latina é ampliar a liberdade do comércio. Segundo ele, como no caso da ALCA - Associação do Livre Comércio das Américas, a intenção dos governos não é discutir separadamente as questões - serviços, produtos agrícolas, etc - mas um acordo geral, assim como é fundamental que evolua a discussão dos países com a União Européia. "O importante é que não se postergue o início dessas negociações", disse ele, ressaltando ser essa a posição dos dez presidentes que participaram do Grupo do Rio.
A questão do fluxo de capitais também foi tema dominante do encontro, conforme ressaltou o presidente, ao informar que cada presidente relatou a experiência da turbulência financeira internacional enfrentada por seu país. "Ficou claro para todos que é preciso um sistema mais confiável, um sistema com regras mais claras no sistema bancário em amplo senso, aí incluindo também os chamados fundos de hedge", acrescentou o presidente, se referindo ao controle que deseja também sobre os fundos de capitais que promovem os ataques especulativos.
"É preciso regras claras sobre o nível de alavancagem que cada um desses fundos pode ter", disse. Para ele, o desenvolvimento econômico não pode ficar submetido a sobressaltos.
EMPREGO - A questão do emprego e o combate à pobreza também comstaram da pauta da reunião do Grupo do Rio, conforme relatou Fernando Henrique. Na opinião do presidente, pode haver redução da pobreza e ao mesmo tempo manutenção dos níveis altos de desemprego, mas é preciso que todos os países se preocupem com a modificação da atual estrutura de emprego, para que se ofereçam mais postos de trabalho.
Quanto à posição do ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, que quer alterar a política de concessão de vistos de trabalho para estrangeiros que queiram vir para o Brasil, Fernando Henrique considerou esta questão "pequena". Para ele
essas vagas são em pequeno número diante da necessidade crescente de emprego. À noite, Fernando Henrique participou de um jantar privado oferecido pelo presidente do México, Ernesto Zedillo, aos chefes de Estado presentes ao Grupo do Rio, na residência oficial de los Pinos.


