FHC defende medidas enérgicas para combater criminalidade
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segunda-feira, 01 de novembro de 1999
Por Renata Rondino 
Ibiúna, SP, 02 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu hoje, ao deixar seu sítio em Ibiúna para voltar a Brasília, a tomada de medidas enérgicas para combater a criminalidade em todo o País. FHC se disse preocupado não só com a criminalidade, mas também com a impunidade, e considerou "inaceitável" o assassinato da prefeita Dorcelina de Oliveira Folador, da cidade de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, que denunciou a atuação do narcotráfico em seu Estado. "A sociedade está cansada de máfia, crimes, contrabando e tráfico. Isso não é uma questão de um partido ou de um governo, e sim de um conjunto de participações", disse.
O presidente disse também que o assassinato da prefeita o deixou indignado, e que é possível que haja envolvimento do narcotráfico no crime. "Mas seja qual for o motivo, não se pode matar como se está matando hoje neste País", afirmou. Ele elogiou o trabalho da Comissão da Câmara que investiga a atuação do narcotráfico naquela região. "Trata-se de uma investigação aprofundada, que chegou muito além do que se poderia imaginar. Tem que chegar mesmo. Temos que acabar com toda essa podridão.
O presidente disse que o primeiro tema da reunião de amanhã, com o presidente eleito da Argentina, Fernando De la Rúa
é a normalização das relações comerciais entre os dois países. O objetivo, segundo FHC, é criar um espírito de colaboração para a evolução do Mercosul. A criação de uma moeda única também será tema da reunião. "Fico feliz que a primeira visita de De la Rúa
como presidente eleito, seja ao Brasil", disse FHC. O presidente, que passou o final de semana prolongado em seu sítio em Ibiúna, disse que dedicou seus dias de folga à leitura, pois precisa tomar uma série de decisões. FHC esteve acompanhado da filha Beatriz e das duas netas.


