FHC defende fim do preconceito de livros didáticos
Brasília, 15 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu hoje o fim do preconceito dos livros didáticos, "para que se permita a formação de uma sociedade democrática que não seja totalitária nem fundamentalista". Em discurso na cerimônia de abertura do Seminário Novo Ensino Médio - "Educação Agora é para a Vida", no auditório do Itamaraty, ele disse que, assim como se critica, e com razão, a existência, que ele não compartilha, de um pensamento único na economia, "é mais grave um pensamento único na cultura, na política da educação". "Eu respeito a diversidade de posições, e é preciso chegar a alguma convergência pelo debate", sustentou.
Ao falar sobre as mudanças do ensino em geral, particularmente do ensino médio e da situação dos professores com a criação do Fundef, Fernando Henrique ponderou que "ninguém muda uma nação de repente, não com um discursos e não com uma lei". A mudança, segundo ele, é um processo e requer um envolvimento mais amplo da sociedade. "É claro que os mais precipitados, os mais pobres de espírito, imaginam que as mudanças possam ser feitas simplesmente à machadinha. Não, não é assim. É um processo. Quando ocorrem com rupturas, elas não mudam de repente e têm zigue-zagues. Aqui (na educação), este tipo de mudança é mais lento.





