FHC dará palavra final sobre inclusão da Ford em regime do NE
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domingo, 27 de junho de 1999
Por Marli Olmos 
Salvador, 28 (AE) - A inclusão da nova fábrica da Ford no regime automotivo do Nordeste dependerá, em ultima instância, do presidente Fernando Henrique Cardoso. É ele quem aprovará ou não a fórmula que o governo baiano e a montadora estão tentando encontrar para inscrever a empresa no regime cujo prazo de adesão terminou no ano passado. O governo também tem que decidir se envia a proposta de solução para o Congresso ou se aprova por meio de Medida Provisória.
Da parte do Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), haverá uma ajuda de R$ 1,51 bilhão para financiar a fábrica da Ford e as dos seus fornecedores. Para a Ford, o banco reservou R$ 790 milhões. Os fornecedores poderão ter linha de financiamento equivalente a 80% do total que investirem, que deve ser algo em torno de R$ 900 milhões, segundo o presidente do BNDES, José Pio Borges.
A montadora conseguiu na Bahia volume de dinheiro do BNDES superior ao que tinha no projeto inicial no Rio Grande do Sul. Segundo o presidente da Ford, Ivan Fonseca e Silva, no Rio Grande do Sul a linha do BNDES somava R$ 550 milhões. Estes recursos serão retirados basicamente do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Segundo Borges, a política operacional do BNDES permite linhas de financiamentos maiores no Nordeste. Também no Nordeste as taxas são menores. O financiamento da Ford prevê spread de 2% mais TJLP. "São as condições mais generosas que temos", destacou Borges.


