FHC critica poluição das praias do Rio; problema prejudica o turismo, argumenta
FHC critica poluição das praias do Rio; problema prejudica o turismo, argumenta15/Mar, 21:17 Brasília, 15 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso criticou hoje a poluição das praias do Rio de Janeiro. Segundo ele, esse é um dos fatores prejudiciais ao desenvolvimento do turismo no País. Fernando Henrique ressaltou o aumento de turistas estrangeiros no Brasil, citando os números de 1994 quando entraram 1,8 milhão de turistas e em 1998, 4,8 milhões de estrangeiros. Mas enfatizou que para os turistas voltarem, precisam ser bem tratados e encontrar no País saneamento básico e um meio ambiente preservado. "Me horroriza ver, como vi nesse carnaval, as praias do Rio invadidas sei lá pelo quê, impedindo seu uso", criticou. Após dizer que o governo federal não é responsável pelo saneamento básico nas cidades, comentou que a Constituição Federal não diz claramente de quem é a responsabilidade. "Mas tem de se resolver essa questão, porque não há sentido convidar turistas para virem às melhores praias e não termos saneamento básico e os cuidados necessários com o meio ambiente", disse. Agenda - As declarações foram dadas em discurso durante solenidade em que o presidente recebeu a Carta de Goiás - uma agenda do turismo nacional elaborada por parlamentares e entidades ligadas ao setor de turismo. A agenda traz alguns dos problemas enfrentados atualmente para o desenvolvimento da atividade no País e pede, entre outros, a criação de um ministério específico e uma secretaria no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o turismo. FHC prometeu analisar os pedidos e verificar a possibilidade de o governo montar um novo programa de desenvolvimento do turismo (Prodetur) para o Nordeste. Ele também cobrou dos empresários de turismo uma maior ousadia nos empreeendimentos. "Fala-se muito do déficit do governo e da falta de governo, mas não podemos deixar que exista um déficit de iniciativa", assinalou. O presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho, afirmou que o maior incremento do turismo no País nos últimos anos foi de turistas internos. De acordo com ele, 38,2 milhões de brasileiros fizeram, em 1998, turismo pelos diferentes Estados brasileiros. Os números de 1999 ainda não estã fechados, mas estima-se que deva subir para 42,2 milhões. Os 4,8 milhões de turistas estrangeiros de 1998 devem subir em 1999 para 5,1 milhões. Segundo Caio Carvalho, a desvalorização cambial de janeiro de 1999 e a falta de oferta de vôos prejudicaram o crescimento do turismo no último ano. O presidente da Embratur criticou ainda o pedido de criação de um ministério do turismo. "Acho bobagem", afirmou, argumentando que o turismo depende de vários ministérios, como o dos Transportes, das Relações Exteriores, entre outros. "É preciso um organismo eficiente capaz de se coordenar com os demais ministérios", disse.





