FHC considera encerrado episódio de Krugman
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Por Tânia Monteiro 
Brasília, 18 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje, por intermédio de seu porta-voz, Sérgio Amaral, que considera encerrado o caso das insinuações do economista Paul Krugman sobre o presidente indicado do Banco Central, Armínio Fraga Neto, de que teria passado informações privilegiadas ao megaespeculador George Soros, ex-patrão de Fraga.
"O próprio Krugman desmentiu cabalmente as declarações", disse amaral. "Se alguém saiu chamuscado por essas declarações, não foi o governo (brasileiro) e sim quem as fez."
Amaral disse ainda que não vê razões para o episódio prejudicar a aprovação, pelo Senado, do nome de Armínio Fraga neto para o cargo de presidente do BC.
A uma pergunta sobre a possibilidade de o governo brasileiro vir a processar o economista Krugman, o porta-voz do presidente afirmou: "Se alguém considerar-se prejudicado, como Armínio Fraga, e quiser tomar uma atitude, seria uma decisão dele próprio."
Mercado - O pedido de desculpas de Krugman, professor, entre outros, do Instituto Tecnológico de Massachusets (MIT, na sigla em inglês), a Fraga parecem ter sido aceitas também pelo mercado financeiro. Os operadores acreditam que a inabilidade de Krugman não provocará nervosismo, já que ele próprio admitiu publicamente não ter nenhuma prova de suas acusações.
Ms o episódio da suspeita fornece munição aos senadores de oposição, que rejeitam o nome de Fraga. Por enquanto, porém, isso não assusta o mercado. Para os operadores, qualquer desdobramento do fato, se houver, virá na próxima semana, quando ocorre a sabatina de Fraga no Senado.


