FHC busca consolidar acordo de paz com base governistas
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domingo, 13 de junho de 1999
Por José Ramos 
Brasília, 14 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso inicia a semana tentando consolidar o acordo de paz firmado na semana passada entre os partidos da base governista. Hoje, ele receberá no Palácio do Planalto os ministros que não estiveram presentes à reunião da última quarta-feira, quando exigiu o fim das brigas públicas entre ministros e maior divulgação dos atos positivos do governo. A grande expectativa é sobre a presença do ministro da Justiça, Renan Calheiros, que vinha relutando em continuar no cargo apesar da decisão do PMDB em mantê-lo na pasta.
Após perder a luta pela indicação do novo diretor-geral da Polícia Federal, Calheiros não compareceu à reunião ministerial na quarta-feira nem à posse do ministro da Defesa, na quinta-feira. Embora alegasse estar sofrendo de uma forte gripe, apareceu no mesmo dia à reunião do PMDB em que foi apresentada a pesquisa de opinião pública feita pelo partido. Também deverão comparecer ao encontro de hoje, no Palácio do Planalto, os ministros de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho , da Ciência e Tecnologia, Bresser Pereira, e do Trabalho, Francisco Dorneles, além de vários secretários de governo.
Votação - No Congresso, as atividades desta semana estarão concentradas na Câmara dos Deputados. Lá, está prevista a votação de mais dois projetos que regulamentam a reforma Administrativa. Um deles fixa os critérios para a demissão de servidores por insuficiência de desempenho, e outro determina quais são as carreiras consideradas de Estado e que devem ser mais protegidas durante os processos de demissões.
A comissão da reforma do Judiciário continuará discutindo o parecer do deputado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), com o objetivo de chegar a um texto de consenso entre os partidos. Mas a matéria só deverá ser votada na Comissão Especial no dia 22 de junho, e a aprovação em primeiro turno no plenário só deverá ocorrer em agosto, após o recesso parlamentar. No Senado, onde já foram aprovadas as principais matérias que estavam na pauta deste mês (projetos da reforma administrativa e referente à regulamentação do sistema financeiro), a semana será dedicada aos debates e votações de projetos de menor importância. Com sorte, os senadores conseguirão amanhã aprovar o projeto de resolução que define o tratamento a ser dado aos títulos emitidos irregularmente para pagamento de precatórios judiciais.
A matéria arrasta-se há semanas na pauta sem que se consiga um acordo. Amanhã, também, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tentará convencer os membros da CPI dos Bancos a fixar um cronograma de depoimentos para as últimas seis semanas de trabalho da comissão. O único depoimento na CPI dos Bancos marcado para esta semana é o do presidente do HSBC, Michael Francis Geoghegan, que estava previsto para falar na semana passada, mas pediu adiamento por motivo de viagem.


