Brasília, 6 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso vai discutir amanhã (7), em reunião com os principais ministros da área econômica, o ministro responsável pela articulação política e os três líderes do governo no Congresso, alternativas para custear o rombo da Previdência Social. Sem clima político para enviar novamente ao Congresso a exigência da idade mínima para a aposentadoria, Fernando Henrique pretende encontrar outros meios para garantir recursos para o governo.
Para a reunião, marcada para as 10 horas, foram convocados seis ministros: da Fazenda, Pedro Malan; da Casa Civil, Pedro Parente; da Previdência, Waldeck Ornélas; do Orçamento, Marthus Tavares; das Comunicações, Pimenta da Veiga e o secretário-geral da Presidência e articulador político, Aloysio Nunes Ferreira.
Hoje o porta-voz da Presidência, Georges Lamazire, anunciou que o encontro será feito para a discussão das medidas complementares da reforma da Previdência, incluindo todos os temas, inclusive a idade mínima.
Os ministros Malan e Ornélas queriam a reapresentação do projeto da idade mínima, mas os ministros políticos, Pimenta e Aloysio, mostraram ao presidente que não haveria meios de aprovar a proposta no Congresso. No início dessa semana, Fernando Henrique chegou a declarar em discurso no Planalto que a melhor contribuição que o Congresso Nacional poderia dar para o combate à pobreza no Brasil seria a aprovação de leis que permitam a redução "drástica" do déficit da Previdência Social.
Fernando Henrique lembrou que só no ano passado o governo federal gastou R$ 19 bilhões para o pagamento do previdência pública e mais R$ 10 bilhões para as aposentadoria e pensões privadas (INSS). Segundo o presidente, uma redução de 30% do déficit previdenciário garantiria uma economia de R$ 9 bilhões e permitiria manter o conjunto de ações na área social que já estão em andamento.
Além dos ministros e dos três líderes, o presidente também chamou para a conversa de hoje o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, o secretário-executivo da Previdência, José Ceccin, o secretário de Política Econômica, Edward Amadeo e o assessor especial, Vilmar Faria.

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