Brasília, 23 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ainda em seu discurso na CNI que tem certeza de que haverá uma conscientização na sociedade para a necessidade da reforma tributária. Ele disse acreditar que o mesmo que aconteceu com a reforma da Previdência - quando a população entendeu a necessidade e o Congresso Nacional votou medidas duras - vai acontecer com a reforma tributária. "Nós precisamos dar a batalha para que a sociedade entenda o por que da reforma tributária", afirmou. Ele fez uma comparação do político com o pregador. Segundo o presidente, o pregador encontra corações abertos, ao contrário do político que enfrenta sempre "pitadas de desconfianças", o que, segundo Fernando Henrique, é natural.
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse também, em seu discurso na CNI, que a reforma política é necessária para fortalecer o sistema partidário e facilitar o encaminhamento das reformas que são necessárias ao País. Segundo ele, o sistema partidário precisa de melhorias porque o parlamento é forte. "Os partidos não são tão fortes quanto o Congresso. É um paradoxo difícil de se entender", afirmou o presidente. Ele disse que vai lutar pela reforma política que deseja, mas que outros também vão lutar e que não adianta pensar que a reforma sairá do jeito que se quer. Para o presidente, o Congresso nacional já avançou muito nas reformas e começou a reorganizar o Estado "para que ele possa estar em conformidade com os desafios do mundo globalizado", afirmou. "Esse processo está em marcha", disse o presidente, citando como exemplo as medidas de equilíbrio fiscal, principal mente as relativas a reforma da previdência. Segundo o presidente, o Congresso Nacional votou medidas duras pela primeira vez para a previdência. Mas defendeu a necessidade de votação de novas leis sobre o mesmo assunto, deta vez de natureza infra-constitucional.
Para o presidente, a sociedade precisa se compenetrar pelos desafios e que no caso da previdência a sociedade acabou se compenetrando. Ele destacou ainda a necessidade de se criar condições de financiamento para produção, habitação e outros setores e que é preciso continuar nas privatizações.

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