FHC ameniza incidente e defende revisão de programa espacial
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segunda-feira, 13 de dezembro de 1999
Por Isabel Braga 
Brasília, 13 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso considera "natural" revisões periódicas no programa aeroespacial brasileiro. No último sábado, defeitos no lançamento provocaram a destruição do Veículo Lançador de Satélite, que levava a bordo o satélite Saci 2, registrando assim novo fracasso no programa desenvolvido com 100% de tecnologia nacional. O Ministério de Ciência e Tecnologia reafirmou hoje a determinação do governo em prosseguir com o programa espacial.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério, existe um programa aeroespacial em desenvolvimento que não será interrompido, pois não depende do sucesso do projeto Saci. "O governo já tem recursos alocados no orçamento do próximo ano para este programa, que é prioritário", explicou um assessor do ministério. Segundo esse assessor, os programas aeroespaciais são considerados estratégicos porque nestes setores não há repasse ou transferência de tecnologia.
No caso da série de satélites Saci, explicou o assessor, o projeto se esgotava no Saci 2. "Era o último protótipo", disse o assessor. "O governo prosseguirá agora com outros projetos de desenvolvimento de satélite, com a França, a China e a Argentina", acrescentou. Além dos satélites Saci, o governo brasileiro conseguiu colocar em órbita dois satélites produzidos com tecnologia nacional - o SCD 1 e SCD 2 - que continuam em órbita. O Saci 1 foi lançado recentemente, mas até hoje não respondeu aos sinais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
REEXAME - Segundo o porta-voz, Georges Lamazire, o presidente Fernando Henrique lembrou que programas desse tipo devem ser reexaminados, "como, aliás, a própria Nasa (agência espacial norte-americana) faz de tempos em tempos". O porta-voz declarou ainda que as revisões devem estar sendo estudadas pelos ministérios envolvidos com as pesquisas: Aeronáutica, Ciência e Tecnologia e o próprio INPE.
"É uma coisa natural, os projetos são revistos de tempos em tempos e a própria Nasa faz isso com frequência", insistiu Lamazire. "Você examina os programas, vê o que está dando certo, o que não está."


