FHC afirma que fez tudo o que estava ao alcance
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segunda-feira, 11 de outubro de 1999
Por Fausto Macedo 
Ibiúna, 11 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje, em Ibiúna, no interior de São Paulo, que fez tudo o que estava ao alcance para resolver a questão do déficit da Previdência e, agora, necessita que o País diga o que precisa ser feito. "Quero conversar com os governadores, com os partidos, com a sociedade e perguntar o que fazer", declarou, ao fim de uma visita ao Hospital Municipal de Ibiúna. Especificamente sobre a reunião que terá na sexta-feira (15) com os governadores, Fernando Henrique afirmou que o problema não é só dos governadores, mas do País. "Não podemos continuar com a Previdência Social tão desbalanceada; a contribuição de todos é da ordem de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões e a Previdência custa até R$ 22 bilhões, gerando, então, o déficit de R$ 19 bilhões."
"A taxa de juros continua alta, não podemos baixar os juros", afirmou hoje Fernando Henrique, ao comentar uma das consequências do déficit previdencário e argumentar que, por isso, o problema não é só do governo e sim "de todos nós brasileiros". A outra consequência, segundo o presidente, é que a conta é paga pela população, via impostos. "Os mais pobres não devem pagar pelos que não são pobres, essa é a questão social a ser discutida pelo País", disse FHC. "Eu não quero tomar uma decisão que possa parecer à população que é o presidente que quer fazer isso, que é o presidente que quer botar impostos nos aposentados, eu próprio sou aposentado e não gostaria de ter imposto", argumentou. O presidente ressaltou ainda que, a exemplo da população, os Estados também serão afetados pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de impedir a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos. "O governo de São Paulo vai ter dificuldades maiores agora porque não vai ter contribuição para a aposentadorias", comentou.


