FHC admite crescimento do desemprego, mas prevê recuperação
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quinta-feira, 25 de março de 1999
Por Tânia Monteiro (enviada especial) 
Capitão Leônidas Marques, PR, 26 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu hoje o aumento do desemprego. Mas justificou dizendo que os investimentos que agora se abrem, em função da exportação, da agricultura, do turismo, levam algum tempo para surtirem efeito. O presidente chamou de "sacolejão forte" a crise econômica de janeiro. "Apesar de tudo, conseguimos segurar firme no leme", acrescentou, sem descartar novas dificuldades. "Nada assegura que amanhã, ou depois, as condições internacionais não venham ser de novo difíceis".
Para o presidente, os sinais de melhora, como da inflação, não devem iludir. "Temos que continuar fazendo as reformas, sobretudo a tributária e mantendo o ajuste fiscal", disse. "Vamos enfrentá-la (a reforma tributária)." As afirmações do presidente foram feitas na solenidade de inauguração da Usina de Salto Caxias, no interior do Paraná, na quarta visita que faz ao Estado somente este ano. O presidente exaltou os investimentos do governo na área de geração de energia elétrica, que reativou a construção de 23 usinas. "Se não tivéssemos feito isso, aquele apagão (referindo-se ao blecaute que atingiu nove estados há duas semanas) que nos assustou outro dia seria diário e em várias regiões do Brasil teríamos de racionar energia."
Fernando Henrique voltou a convidar a oposição para participar da elaboração de uma "agenda positiva nacional" e salientou que o País está saindo do "pior momento" da crise econômica e que no segundo semestre deste ano o País terá condições de melhorar. O presidente endossou o discurso do governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), que pregou um novo pacto federativo, com co-responsabilidade.


