FH vai amanhã à assinatura de contrato do pólo gás-químico do Rio
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2000
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 24 (AE) - Amanhã (25), o presidente Fernado Henrique Cardoso participa da assinatura dos contratos para a instalação do pólo gás-químico fluminense. A participação da Petrobras será de 16% na composição acionária. Para a Unipar, uma das sócias do novo pólo, o ideal seria a Petrobras participar com 33,3%, como as parceiras no empreendimento (Unipar e Suzano; BNDESPar com 17%). Saltar dos 16% para os 33 3% de participação, segundo a diretoria da Unipar, significaria que a Petrobras faria mais do que o papel de sócia operacional para assumir os rumos do pólo junto com as outras duas. Mas, dessa forma, a estatal mostra que não pretende concentrar as operações num só pólo petroquímico brasileiro.
O mais importante dessa participação é que a estatal garantirá fornecimento do gás, matéria-prima do pólo, vindo da Bacia de Campos, no Rio, a preço inferior ao praticado no exterior. Segundo a Ripolímeros, o contrato de fornecimento de gás poderá mudar. Hoje, o que vale é o seguinte: preço do Monbeuvier menos 15%. Monbeuvier é uma região do Texas (EUA), onde é formado o preço da commodity. Somente amanhã, durante assinatura dos contratos, o acerto sobre o fornecimento será conhecido.
Segundo a diretoria da Riopolímeros, a assinatura dos três contratos (societário, de fornecimento de gás e da construção), a empresa passará a arquitetar o "projetc finance", processo que deve levar de três a seis meses, e cuja garantia tem importante influência da ABB Lummus. Escolhida para construir o pólo do Rio, a ABB Lummus é sócia da SNAM Projectt, por sua vez, subsidiária da ENI (espécie de Petrobras italiana). Tem credibilidade em todo o mundo e, por isso, a construção do pólo servirá como garantia do financiamento no exterior.
O empreendimento tem um orçamento de US$ 900 milhões, dos quais US$ 640 milhões investidos na construção. O saldo de US$ 260 milhões restantes serão usados para manutenção administrativa da Ripolímeros e outras despesas, como custos financeiros e transferência de tecnologia. Do investimento total
um terço será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), outro, pelos sócios e o restante, captado por "project finance".
A partir de 2003, o pólo produzirá 500 mil toneladas ao ano de polietilenos, plástico muito usado para a produção de embalagens flexíveis e rígidas. Esse segmento representa a atividade industrial de mais de 60% do parque de transformação de plásticos brasileiro.


