FH diz que Avança, Brasil e Orçamento são compatíveis
Brasília, 08 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso, durante o discurso de abertura da reunião ministerial, hoje, disse que o Avança, Brasil e o Orçamento da União para 2000 são compatíveis, na medida em que o segndo engloba os programas listados no primeiro.
O presidente agradeceu a colaboração dos ministros na elaboração do programa, tanto os que permanecem no governo, quanto os que o deixaram, numa referência ao ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Clóvis Carvalho.
"Alguns ministros deixaram o governo; a eles, o Brasil deve muito e eu também." O presidente ressaltou ainda que todo o ministério estará engajado na condução dos programas do Avança
Brasil.
Ele disse também que, ao passar os Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para "dois homens que tiveram sucesso na iniciativa privada", está dando "um sinal claro de compromisso com o desenvolvimento".
Após o discurso, FHC, dando início à parte reservada da reunião, afirmou que cada um dos programas do Avança, Brasil terá "um gerente forte, mas isso não quer dizer que a autoridade dos ministros será posta à margem".
Dos ministros, o único que não está presente ao encontro é o da Saúde, José Serra. Ele enviou representante - o secretário-geral do Ministério da Saúde, Barjas Negri.
Negri esteve como representante de Serra em várias outras reuniões ministeriais. Um ministro ainda não empossado - o recém-escolhido Alcides Tápias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) - estava representado pelo secretário-geral do ministério, Milton Seligman. Dos líderes dos partidos aliados ao governo, apareceram apenas o do PMDB e o do PPB no Senado, respectivamente, Jáder Barbalho (PA) e Liomar Quintanilha, e o do PTB na Câmara, Roberto Jefferson.
Estão presentes os três líderes do governo no Legislativo: senador José Roberto Arruda (Senado) e deputados Arnaldo Madeira (Câmara) e Arthur Virgílio Neto (Congresso).
Outro compromisso reassumido por FHC durante o discurso foi o de buscar reduzir as taxas de juros oferecidas às empresas e às pessoas físicas.
Segundo Fernando Henrique, a atual taxa de juros definida pelo Banco Central (Selic) é a mais baixa dos últimos anos. "Nunca a taxa de juros em termos reais, paga pelo BC, foi tão baixa."
Ele ressaltou ainda que o BC continua buscando reduzir o atual nível das taxas de mercado para se aproximar ao porcentual definido pela autoridade monetária (taxa Selic). Segundo FHC, para o êxito desses compromissos assumidos pelo governo, "o Brasil e o governo precisam ter e despertar confiança". O presidente deu um recado aos membros do governo, durante o discurso, de que não irá aceitar discussões públicas entre ministros.
"O debate franco e fraterno ocorrerá dentro do governo; discrepâncias públicas não serão admitidas."





