FGTS pode fechar ano com saldo positivo, estima CEF
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quinta-feira, 20 de abril de 2000
Por Vânia Cristino 
Brasília, 21 (AE) - Depois de três anos consecutivos de arrecadação líquida negativa (saques superiores aos depósitos), o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) poderá fechar o ano com um saldo líquido positivo. A estimativa é da Caixa Econômica Federal, que conta com a retomada do crescimento econômico e com um melhor desempenho do mercado de trabalho para reverter a situação.
"Mantida a tendência de aumento da arrecadação e diminuição dos saques, o ano pode fechar positivo", disse um técnico da CEF. Pelos dados da instituição, a arrecadação líquida negativa do FGTS, que já foi superior a R$ 700 milhões em 1997, baixou para R$ 471 milhões em 1998 e continuou caindo, para R$ 216 milhões em 1999.
Atípico - Nos primeiros dois meses deste ano a arrecadação líquida do FGTS está positiva em R$ 551,2 milhões, mas a Caixa alerta que essa situação é atípica e pode não se repetir ao longo do ano. "Janeiro e fevereiro não são meses bons para análise porque a arrecadação é inchada pelos depósitos provenientes das contratações temporárias de final de ano e também pela parcela correspondente ao 13º salário", explicou o técnico.
No ano passado, por exemplo, a arrecadação líquida do FGTS no mesmo período foi positiva - R$ 437,77 milhões e, mesmo assim, o ano terminou com uma arrecadação líquida negativa. No acumulado de 12 meses terminados em fevereiro, a arrecadação líquida do FGTS é negativa em R$ 102 milhões. Mesmo assim a Caixa vem notando uma queda no saque por aposentadoria e também para a liquidação ou amortização do saldo devedor da casa própria.
A grande questão é saber como vão se comportar os saques por demissão sem justa causa. São esses saques que vão determinar a arrecadação líquida positiva ou não do FGTS no final do ano. Em janeiro de 1999, por exemplo, esse tipo de saque somou R$ 953,6 milhões, caindo para R$ 904,3 milhões em janeiro último. Já na comparação de fevereiro contra fevereiro, os saques por demissão aumentaram. Em fevereiro de 1999 eles somaram R$ 910,2 milhões e passaram para R$ 1,03 bilhão em fevereiro de 2.000.


