Brasília, 26 (AE) - O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) reduziu, hoje, de 50% para 30% o número de unidades a serem vendidas para os mutuários finais no lançamento do empreendimento imobiliário financiado com recursos do FGTS. A medida, segundo um técnico da Caixa Econômica Federal, visa facilitar a venda das unidades pelas empresas.
"As construtoras alegavam que não estavam conseguindo compradores para as unidades porque as vendas só deslancham depois que o empreendimento está em andamento", explicou o técnico. Para evitar o que aconteceu no passado, quando a Caixa financiou vários empreendimentos que depois não conseguiram compradores, o Conselho Curador do FGTS exigiu que a própria construtora adquira, no lançamento do empreendimento, 30% das unidades, além dos outros 30% que são vendidos para os mutuários finais.
"As construtoras devem repassar estas unidades para os mutuários finais até a data do habite-se do empreendimento", disse o técnico. Ele explicou que, ao contrário do plano empresário, o financiamento do FGTS associativo é sempre para o mutuário final. A construtora, logo no início do empreendimento, apresenta à Caixa o cadastro dos adquirentes dos imóveis. O financiamento então é concedido em nome de cada um dos mutuários.
No FGTS associativo o valor do financiamento pode chegar a R$ 45,4 mil por mutuário, sendo que o valor de avaliação do imóvel, pela Caixa, não pode ultrapassar a R$ 62 mil. A taxa de juros para o mutuário é de 8% ao ano e o prazo de pagamento pode chegar a 25 anos. Para pegar este financiamento a renda familiar deve ser de, no máximo, 20 salários mínimos (R$ 2.720,00).

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