Londrina - O público que compareceu à segunda edição da Japan Fest Cultural, promovida pela Aliança Cultural Brasil-Japão, pôde apreciar várias comidas típicas, além de apresentações artísticas, como dança, artes marciais, música tradicional e karaokê profissional. O evento, que aconteceu na Praça Tomi Nakagawa, comemorou os 105 anos da imigração japonesa no Brasil e o 35º Festival Paranaense de Bon-Odori.
Segundo Carlos Hirooka, coordenador do evento, o festival é uma iniciativa para preservar e divulgar a cultura japonesa. "Aqui é um local para que as famílias venham, se divirtam e ainda tenham contato com a comunidade japonesa e sua arte", disse. Além da programação, em cada canto havia alguma referência à cultura, principalmente na decoração e barracas culturais com exposição.
Em uma delas, estava o trabalho dos artistas plásticos Hideko Goto e Yasuharu Ueda, que realizam mosaicos com grãos de arroz coloridos. Os quadros expostos mostravam a delicadeza dessa arte, retratando, sobretudo, a história da imigração no Brasil. "O grão é colado cuidadosamente, cada um de uma vez. Levo uns 10 dias para produzir um quadro como esse", conta Hideko, que começou a trabalhar com a técnica em 2007 por diversão.
Em outro espaço era possível ter contato com um instrumento típico, o shamisen, uma espécie de banjo japonês. Com apenas quatro cordas, emite um som diferente do violão tradicional. No mesmo local, uma conhecedora do kanji, símbolos que representam palavras, escrevia ao público algumas demonstrações.
Mas, sem dúvidas, as apresentações foram um atrativo à parte. Munidos de grandes tambores, os integrantes do grupo de taiko mostraram a força e resistência da dança. Porém, meio aos vários olhos puxados, alguns "ocidentais" também participavam. O jovem de 22 anos, Vinicius Oliveira, é um dos que foi apresentado à cultura e se encantou. "Já faz quatro anos que estou no grupo e, aqui, aprendi tudo o que sei sobre o Japão. Hoje, ajudo a divulgar a cultura."

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