Festa tem origem milenar
A origem do Carnaval é obscura e cheia de versões. Alguns situam seu nascimento dez mil anos antes de Cristo, em rituais praticados em cultos agrários, quando pessoas com máscaras e corpos pintados invadiam moradias, gritavam e corriam com a finalidade de espantar os demônios.
Historiadores e antropólogos explicam que o costume de vestir uma fantasia e disfarçar o verdadeiro rosto em uma máscara vem de rituais mágico-religiosos perdidos no tempo. Já outros dizem que o Carnaval nasceu no Egito, durante as festas em homenagem à deusa Ísis e ao touro Ápis.
As festas gregas denominadas paranatéias, por exemplo, eram comemorações anuais com concursos de quase tudo. Os vencedores recebiam ânforas (espécie de vaso grande de cerâmica) como prêmio. As homenagens ao deus Dionísio, da alegria e do vinho, também eram muito animadas. Realizadas durante seis dias, na primavera, nelas aconteciam uma grande procissão e concursos de tragédias e de comédias. Os gregos acreditavam que era Dionísio quem regia os ciclos vitais.
Porém, a versão da história mais aceita é que o Carnaval descende das festas denominadas bacanais e saturnais, as noites loucas de Roma. Em nome do deus do vinho, Baco, toda a cidade se entregava às diversões, incluindo os escravos que podiam dizer o que quisessem aos senhores, até mesmo ridicularizá-los. Já na abertura das saturnais romanas, dedicadas ao deus Saturno, um cortejo de gente despida seguia dançando. E com a expansão do império romano, essas festas se espalharam por toda a Europa.





