O fim de semana foi de festa para a comunidade japonesa de Londrina e de outras cidades da região que participaram da 10ª edição da Odori Fest. A programação da festividade, que ocorreu na sede da Associação dos Empregados da Embrapa, na Gleba Palhano (zona sul), começou na noite de sábado com uma missa e prosseguiu com Bon Odori, Matsuri Dance e a tradicional chuva de moti, os bolinhos de arroz que representam sorte na cultura oriental. Ontem, o dia foi marcado pela gastronomia e apresentações artísticas de taiko, karaokê e danças.
Luiz Kuromoto, presidente do Grupo Hikari, que organiza o evento, destacou que a Odori Fest foi criada em 2005 com o objetivo de resgatar e manter viva a tradição oriental para os descendentes e não descendentes de japoneses. "Queremos divulgar a cultura do Bon Odori, que originalmente é uma festa dedicada aos mortos, mas que também é uma celebração da amizade, uma oportunidade para reunir as famílias", explicou.
Do alto da quadra esportiva da associação, 10 mil bolinhos foram atirados para os participantes. Segundo Kuromoto, foram 160 quilos de moti. "No Japão, quando a construção de uma casa chega ao telhado, os motis são lançados de lá de cima para dar sorte aos moradores. Aqui, adaptamos a crença para que todos possam desfrutar desta prosperidade", contou.
Na tarde de ontem, as apresentações artísticas ficaram por conta dos alunos da Escola Megumi. As crianças se apresentaram ao taiko, seguindo o ritmo do instrutor Gabriel Hideki. "É muito importante que as crianças aprendam a conservar valores de nossa cultura como a solidariedade, a honestidade, o respeito ao próximo. Essa festa serve para reforçar esses laços", enfatiza a diretora da escola, Rute Ayumi Sakai.
O professor Flaviano Ricardo Lopes e a esposa Tatyane Kumakura Lopes acompanharam a apresentação do filho Manuel Hideaki. "A cultura japonesa tem um algo a mais que precisa ser valorizado. Nasci no interior de São Paulo e não tinha tanto contato com a cultura. Quando me mudei para Londrina, em 1997, passei a acompanhar mais. A paixão veio quando comecei a namorar a Tatyane, há 12 anos", lembrou Lopes.
Outra atração que agradou a plateia foi o Projeto Karaokê Londrina. Coordenados pela professora Renata Tan, os cerca de 30 alunos cantaram temas orientais em cima das bases gravadas. "A gente percebeu que a cultura do karaokê estava se apagando aqui na cidade. Então resolvemos montar o projeto, voltado principalmente às crianças. Nesses três anos, os resultados são muito bons", avaliou Renata.

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