Ferrovia Sul Atlântico une-se a empresas argentinas
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domingo, 29 de agosto de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 30 (AE) - A fusão da Ferrovia Sul Atlântico (FSA) com as argentinas Ferrocaril Mesopotâmico General Urquiza e Ferrovia Buenos Aires al Pacífico (BAP), da qual nasceu a América Latina Logística (ALL), foi anunciada hoje em Curitiba. Elas já vinham operando juntas desde o fim do ano passado, com faturamento previsto para este ano de mais de R$ 400 milhões. O investimento da empresa brasileira foi de US$ 53 milhões.
Segundo o presidente Alexandre Behring, a ALL nasce com a pretensão de ser "a melhor empresa em logística de transporte ferroviário da América Latina".
Concessionária da Rede Ferroviária Federal na malha sul do País desde dezembro de 1996, a Ferrovia Sul Atlântico investiu até agora mais de R$ 187 milhões, sobretudo na aquisição e reforma de locomotivas e vagões, recuperação da malha e novas tecnologias.
Com a fusão, a malha atendida pela empresa passa de 8 mil quilômetros para 15 mil quilômetros, com 500 locomotivas e cerca de 12 mil vagões. A Ferrocaril Mesopotâmico liga o município brasileiro de Uruguaiana (RS) a Buenos Aires, enquanto a BAP une Buenos Aires a Mendoza.
A expectativa do presidente da ALL é que haja um crescimento de 10% a 15% na produtividade da empresa no próximo ano. Em 98, a ferrovia brasileira transportou 15,3 milhões de toneladas. Com o novo negócio, a previsão é de transportar, este ano, aproximadamente 22,6 milhões de toneladas. A estimativa é de crescimento anual no faturamento em torno de 25%.
Behring acredita que o crescimento no volume transportado fará com que o custo do serviço baixe, representando também uma diminuição na tarifa. Além disso, o início da cobrança de pedágio nas rodovias, segundo ele, "nivelou um pouco o negócio", em razão de a concessionária da Rede Ferroviária ser obrigada a manter a malha.
"O grande diferencial oferecido pelo novo negócio multinacional consiste numa prestação de serviços mais ágil, com economia de escala, melhor relação custo/benefício, integração do ponto de vista comercial e ampliação do mercado", disse Behring.
Segundo ele, a ferrovia é responsável por 8% dos transportes no Brasil, excetuando-se o minério de ferro, enquanto no Canadá o porcentual chega a 60% e nos Estados Unidos
a 40%. "Há uma grande avenida para crescermos", afirmou.


