Ferroeste confirma expansão
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste) comemorou ontem um ano de retomada da gestão pública da ferrovia com projetos de expansão em andamento. Alguns apenas no papel. Outros aprovados e orçados pelo governo federal no Plano Plurianual (PPA) - que define obras prioritárias até o ano de 2011. Entre as projetadas, está a expansão da ferrovia para o Centro-Oeste do Brasil - ligando o Paraná aos municípios de Dourados e Maracaju. Esta semana, a Ferroeste recebeu pedido do governo de Santa Catarina para que o entroncamento ferroviário chegue até o sudoeste catarinense. ''Temos muito ainda para ser feito, mas vamos fazer'', disse ontem Samuel Gomes, diretor-presidente da Ferroeste.
A ferrovia, formada por 248 quilômetros, foi construída de 1991 a 1994 durante o primeiro mandato do governador Roberto Requião (PMDB). As obras foram executadas por dois batalhões do Exército Brasileiro (de Araguari, em Minas Gerais e de Lages, em Santa Catarina), com investimento de US$ 363 milhões de recursos próprios do governo do Estado. Na avaliação de Requião o Exército teve eficiência e a estrada foi construída com custo irrisório diante dos preços dos empreiteiros brasileiros.
O governo do Estado concedeu o uso da ferrovia para a iniciativa privada, que não fez os pagamentos devidos. Por determinação da Justiça, a pedido do governo do Estado, em 18 de dezembro de 2006, a Ferroeste foi devolvida para o governo. ''Com a falência decretada (da antiga gestora) a estrada voltou para as mãos do governo do Estado. Hoje estamos desenvolvendo com calma tratativas para levar essa estrada ao Mato Grosso (do Sul) e ao Paraguai para dar seguimento a um projeto que interessa ao Paraná e ao Brasil, portanto ao Governo do Estado e ao Governo Federal'', afirmou Requião.
Samuel Gomes anunciou ontem estudos para que a Petrobras deixe de investir US$ 1,5 bilhão em polidutos para fazer a extensão da ferrovia. ''A ferrovia eterniza e alimenta a economia'', defendeu ele.


