Brasília, 26 (AE) - O governador do Espírito Santo, José Ignácio Ferreira (PSDB), disse há pouco que, na reunião de hoje do presidente com 26 governaodres, "produziu-se tudo o que se precisava". Segundo ele, foram definidas as linhas de entendimento entre os Estados e a União. Ele relatou que houve uma unanimidade quanto à necessidade de uma "lei de responsabilidade fiscal forte". Segundo Ferreira, "não restaram dúvidas a esse respeito". Ele disse que também houve coincidência quanto à necessidade de um enfoque voltado para a realidade dos Estados. Precisamos fazer uma revolução fiscal", afirmou. "Todos entendem isso, cada um a seu modo", disse o governador. Ferreira informou que, para a capitalização dos fundos de Previdência estaduais, poderá haver ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), antecipando recursos da privatização de ativos, e também da Caixa Econômica Federal (CEF). Quanto à Lei Kandir, disse que ela será mantida, mas há disposição de tornar flexível o ressarcimento aos Estados. Em relação à dívida dos Estados, Ferreira disse que "não se mexe no que está pactuado", esclarecendo que o prazo de 30 anos e a taxas de 6% ao ano serão mantidos.

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