Não poderia existir um lugar melhor para a Ferrari renascer no campeonato: o circuito de Monza. Michael Schumacher em primeiro e Rubens Barrichello em segundo, ambos da Ferrari, formam a primeira fila do GP da Itália, 14ª etapa da temporada, prova que será disputada hoje em 53 voltas. ‘‘Treinamos a maior parte do tempo aqui, semana passada, com acerto de corrida, estou muito confiante numa vitória da Ferrari ’’, disse Rubinho. Mika Hakkinen, da McLaren, líder do Mundial, larga em terceiro. Rubinho esteve em primeiro até Schumacher ser 27 centésimos de segundo mais veloz. ‘‘Estou bastante contente com o resultado, mas não fosse o Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, me atrapalhar na última tentativa teria conquistado a pole’’, afirmou.
Schumacher torceu de dentro dos boxes para manter-se em primeiro, já que ele havia completado 10 voltas e necessitaria de mais três para dar outra volta lançada. O limite é 12 na tomada de tempos para o grid. ‘‘Quando vi a segunda parcial da volta de Rubens conclui que a pole era minha.’’ Foi a 29ª da carreira.
A fanática torcida da Ferrari tocou buzinas, agitou bandeiras, acenou com as mãos, gritou, fez o que podia para saudar Schumacher e Rubinho, que foram até a mureta dos boxes, depois da classificação, para agradecer o enorme carinho e apoio ao seu trabalho. ‘‘Largar na primeira fila com essa gente toda do seu lado é impressionante’’, disse Rubinho. ‘‘Desde sexta-feira pela manhã compreendi logo que seríamos muito competitivos aqui.’’ Nos treinos da semana passada, a equipe conseguiu completar o extenso programa de testes planejado. ‘‘Combinamos várias soluções até encontrar a melhor, o que não havíamos conseguido fazer para a prova da Bélgica.’’ Na etapa de Spa, tanto Rubinho quanto Schumacher erraram no acerto do carro, segundo o piloto. ‘‘Não estávamos tão para trás da McLaren como dizem, penso que não tirávamos, como neste sábado, todo o potencial da F1-2000’’, comentou Schumacher.
‘‘A parte mais importante do fim de semana é domingo’’, lembrou Jean Todt, o diretor esportivo da Ferrari. ‘‘Foi a primeira vez, este ano, que conseguimos colocar nossos dois pilotos juntos na primeira fila, e bem diante da nossa torcida, que maravilhoso.’’ Schumacher não quis falar nada a respeito de recuperar parte dos pontos perdidos para Hakkinen na classificação. ‘‘Apenas posso adiantar que esta é uma das corridas que estamos mais bem preparados, pelos quatro dias de testes aqui mesmo, semana passada, daí a minha confiança.’’ Ele está seis pontos atrás de Hakkinen (74 a 68).
Se a Ferrari mostrou-se superveloz em Monza, a McLaren
nem tanto. ‘‘Não tive um carro muito equilibrado neste sábado’’, afirmou Hakkinen, talvez surpreso com o avanço da Ferrari, ao menos em classificação. ‘‘Eu perdia tempo em especial nas frenagens por conta dessa instabilidade.’’ O desgaste dos freios em Monza é preocupante. ‘‘Com as mudanças nas duas chicanes esta pista tornou-se muito exigente do sistema, será fácil alguém perder o controle nas freadas.’’ A saída para tentar neutralizar a vantagem dos italianos na sessão de tomada de tempos, neste sábado, é repetir as largadas espetaculares na Alemanha e da Hungria. ‘‘Devo admitir que minha situação não é muito confortável aqui na Itália.’’ Seu companheiro de McLaren, David Coulthard, larga apenas em quinto.
Uma das sensações do treino foi o canadense Jacques Villeneuve, da BAR, quarto no grid. Ricardo Zonta, também da BAR teve o carro titular quebrado com uma pane elétrica no câmbio e classificou-se, no final, com o reserva de Villeneuve. Zonta acabou em 17º . Já Pedro Paulo Diniz, da Sauber, larga em 16º. O forte calor de ontem no circuito lombardo deve se repetir no hoje, segundo a meteorologia.
Confira o grid oficial

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