Ferraris saem na frente em Monza
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sábado, 09 de setembro de 2000
Por Livio Oricchio Da Agência Estado 
Não poderia existir um lugar melhor para a Ferrari renascer no campeonato: o circuito de Monza. Michael Schumacher em primeiro e Rubens Barrichello em segundo, ambos da Ferrari, formam a primeira fila do GP da Itália, 14ª etapa da temporada, prova que será disputada hoje em 53 voltas. Treinamos a maior parte do tempo aqui, semana passada, com acerto de corrida, estou muito confiante numa vitória da Ferrari , disse Rubinho. Mika Hakkinen, da McLaren, líder do Mundial, larga em terceiro. Rubinho esteve em primeiro até Schumacher ser 27 centésimos de segundo mais veloz. Estou bastante contente com o resultado, mas não fosse o Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, me atrapalhar na última tentativa teria conquistado a pole, afirmou.
Schumacher torceu de dentro dos boxes para manter-se em primeiro, já que ele havia completado 10 voltas e necessitaria de mais três para dar outra volta lançada. O limite é 12 na tomada de tempos para o grid. Quando vi a segunda parcial da volta de Rubens conclui que a pole era minha. Foi a 29ª da carreira.
A fanática torcida da Ferrari tocou buzinas, agitou bandeiras, acenou com as mãos, gritou, fez o que podia para saudar Schumacher e Rubinho, que foram até a mureta dos boxes, depois da classificação, para agradecer o enorme carinho e apoio ao seu trabalho. Largar na primeira fila com essa gente toda do seu lado é impressionante, disse Rubinho. Desde sexta-feira pela manhã compreendi logo que seríamos muito competitivos aqui. Nos treinos da semana passada, a equipe conseguiu completar o extenso programa de testes planejado. Combinamos várias soluções até encontrar a melhor, o que não havíamos conseguido fazer para a prova da Bélgica. Na etapa de Spa, tanto Rubinho quanto Schumacher erraram no acerto do carro, segundo o piloto. Não estávamos tão para trás da McLaren como dizem, penso que não tirávamos, como neste sábado, todo o potencial da F1-2000, comentou Schumacher.
A parte mais importante do fim de semana é domingo, lembrou Jean Todt, o diretor esportivo da Ferrari. Foi a primeira vez, este ano, que conseguimos colocar nossos dois pilotos juntos na primeira fila, e bem diante da nossa torcida, que maravilhoso. Schumacher não quis falar nada a respeito de recuperar parte dos pontos perdidos para Hakkinen na classificação. Apenas posso adiantar que esta é uma das corridas que estamos mais bem preparados, pelos quatro dias de testes aqui mesmo, semana passada, daí a minha confiança. Ele está seis pontos atrás de Hakkinen (74 a 68).
Se a Ferrari mostrou-se superveloz em Monza, a McLaren
nem tanto. Não tive um carro muito equilibrado neste sábado, afirmou Hakkinen, talvez surpreso com o avanço da Ferrari, ao menos em classificação. Eu perdia tempo em especial nas frenagens por conta dessa instabilidade. O desgaste dos freios em Monza é preocupante. Com as mudanças nas duas chicanes esta pista tornou-se muito exigente do sistema, será fácil alguém perder o controle nas freadas. A saída para tentar neutralizar a vantagem dos italianos na sessão de tomada de tempos, neste sábado, é repetir as largadas espetaculares na Alemanha e da Hungria. Devo admitir que minha situação não é muito confortável aqui na Itália. Seu companheiro de McLaren, David Coulthard, larga apenas em quinto.
Uma das sensações do treino foi o canadense Jacques Villeneuve, da BAR, quarto no grid. Ricardo Zonta, também da BAR teve o carro titular quebrado com uma pane elétrica no câmbio e classificou-se, no final, com o reserva de Villeneuve. Zonta acabou em 17º . Já Pedro Paulo Diniz, da Sauber, larga em 16º. O forte calor de ontem no circuito lombardo deve se repetir no hoje, segundo a meteorologia.
Confira o grid oficial


