Brasília- O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançou ontem o Sistema de Tele-Eletrocardiografia Digital, a mais nova ferramenta tecnológica destinada a salvar pacientes de enfarte e doenças cardiovasculares. O sistema, que será adaptado nas ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), permite reduzir para cinco minutos o diagnóstico de doenças cardíacas graves, como enfarte. ''O diagnóstico preciso e ágil é a diferença entre a vida e a morte nesses casos'', disse o médico Adib Jatene, diretor-geral do Hospital do Coração (HCor) de São Paulo, presente ao evento.
Segundo Temporão, 50% das mortes por enfarte ocorrem nas duas primeiras horas e, às vezes, no percurso entre a residência e o hospital por falta de diagnóstico preciso e ágil. O Ministério acredita que o novo sistema pode reduzir em 20% as mortes por doenças do coração. O programa, já em funcionamento, começa com 80 kits do sistema e, até o final do ano, estará presente em 450 ambulâncias do Samu, começando pelas 350 de suporte avançado. Cada veículo será equipado com um tele-eletrocardiógrafo digital portátil, capaz de transmitir o eletrocardiograma via celular ou telefone fixo.
O exame, realizado no paciente na sua residência ou na ambulância, é transmitido via internet e analisado em uma unidade de excelência conveniada com a saúde pública, como o HCor, que desenvolveu o sistema em parceria com o Ministério da Saúde. O laudo volta rapidamente para a ambulância de origem, permitindo que os paramédicos adotem imediatamente os procedimentos adequados. A central do programa no HCor dispõe de 16 médicos para leitura dos eletros 24 horas por dia.
O ministro informou que, no futuro, o programa será estendido a todo o sistema, integrado por 3.800 ambulâncias, distribuídas em mais de 1.300 municípios e cobrindo um público de 106 milhões de habitantes. ''O novo serviço representa um ganho de tempo valioso no diagnóstico e permite ao hospital ficar preparado para recebimento do paciente, sabendo da real gravidade do seu estado de saúde'', disse ele. ''Vamos racionalizar o tempo, reduzir custos e salvar vidas'', enfatizou.

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