Brasília, 24 (AE) - O traficante Luiz Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar", pediu hoje proteção à família ao depor, por telefone, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara dos Deputados e à Polícia Federal (PF). A conversa durou cerca de meia hora e foi acompanhada pela sub-relatora da CPI, Laura Carneiro (PFL-RJ). Ele disse que a família dele não tem ligações com o narcotráfico. Pela manhã, em entrevista à Rádio Central Brasileira de Notícias (CBN), também por telefone, "Fernandinho Beira-Mar" afirmou que está se sentindo "acuado" e preocupado com a segurança da família.
Segundo Laura, os agentes e delegados da PF que ouviram "Fernandinho Beira-Mar" tentaram o convencer a se entregar, mas ele não aceitou. Mesmo assim, de acordo com a deputada, ele mostrou-se disposto a apontar novos nomes e fatos relacionados ao tráfico de drogas no País. Para fazer isso, no entanto, ele exigiu proteção para a família.
O traficante afirmou, segundo a deputada, que na, próxima semana, poderá manter outro contato com a CPI e a PF. A pedido de PF, o depoimento de "Fernandinho Beira-Mar" será mantido em sigilo. Laura irá informar aos demais intergrantes da CPI sobre a conversa que teve com o traficante.
A polícia carioca prendeu ontem (23) 15 pessoas em cinco Estados - Rio, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná e Minas Gerais -, acusadas de integrar a quadrilha de "Fernandinho Beira-Mar". Entre os presos, está a delegada da Polinter em João Pessoa Maria Rodrigues Vasconcelos e o suplente de vereador pelo PL em Caxias Ricardo José de Souza. A delegada atuava como uma espécie de tesoureira, cobrando aluguéis dos imóveis que ficam em Minas Gerais e Espírito Santo.

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