Feridos em explosão são reavaliados pela equipe médica em Curitiba
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segunda-feira, 01 de julho de 2019
Viviani Costa - Grupo Folha 
As três pessoas feridas após a explosão em um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, foram reavaliadas pela equipe médica do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a moradora Raquel Lamb, 23, teve 55% do corpo queimado e não 80% como informado inicialmente. Ela permanece na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em estado grave. O esposo Gabriel Araújo, 27, está estável sem necessidade de vaga na UTI. Ele sofreu queimaduras em 30% do corpo.

Caio Santos, 30, que impermeabilizava o sofá no momento em que ocorreu a explosão no apartamento, está na UTI em estado grave com 65% do corpo queimado e não 30% como informado anteriormente. Ainda conforme a assessoria de imprensa, os três feridos foram encaminhados para o centro cirúrgico na manhã desta segunda-feira (1º) para a troca de curativos.
A explosão ocorreu na manhã de sábado enquanto o serviço de impermeabilização era realizado no sofá do casal. O irmão de Raquel, Mateus Henrique Lamb, 11, foi lançado para fora do imóvel com a força da explosão. Ele foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as causas da explosão e aguarda laudos da perícia para iniciar as investigações e ouvir testemunhas. O prédio de seis andares foi interditado após vistoria realizada pela Comissão de Segurança em Edificações de Imóveis, da Prefeitura de Curitiba.
A oficial de comunicação social do Corpo de Bombeiros, Rafaela Diotalevi, afirma que nenhuma hipótese está descartada. Independente da apuração do que ocorreu no apartamento em Curitiba, o Corpo de Bombeiros alerta para os cuidados em relação à manutenção da rede de gás e contratação de serviços de impermeabilização.
A manutenção da rede de gás deve ser feita de forma periódica, desde a central de fornecimento até o ponto final para a utilização do produto no apartamento ou residência. “Se for identificado algum tipo de vazamento, é preciso arejar bem o ambiente e desligar os disjuntores de energia elétrica. Qualquer faísca pode gerar uma explosão. Também é indicado retirar o botijão do local com ajuda especializada para que o produto vaze ao ar livre e reduza os riscos de acidentes”, destaca.
Já os serviços de impermeabilização de sofás devem ser executados por empresas credenciadas. “Ao contratar um serviço como esse, é importante ter a informação sobre qual tipo de produto será utilizado. Quando o produto é a base de água, ele não traz riscos. Já o produto a base de solvente seca mais rápido, mas é inflamável. Esse tipo de serviço deve ser feito em ambientes bem arejados e não se deve produzir nenhum tipo de fonte de calor como cozinhar ou acender uma lâmpada durante a execução do serviço. O ideal é que a impermeabilização seja feita na própria empresa ou na parte externa do imóvel. Se o serviço for feito dentro do apartamento ou da residência, o indicado é que as pessoas não permaneçam em casa durante essa impermeabilização”, alerta a oficial do Corpo de Bombeiros.


