Curitiba - Os pacientes mais caros para o Sistema Único de Saúde (SUS) são os feridos gravemente por armas de fogo. Essa é a constatação do estudo do doutor em cirurgia geral e do trauma do Hospital Cajuru, de Curitiba, Luiz Carlos Von Bahten. O estudo pegou um pequeno grupo de 300 pacientes que deu entrada no hospital no setor de emergência (independente do motivo) e constatou que os baleados foram os mais caros. ''O mais caro custou US$ 5 mil para o SUS. Já o hospital teve um custo extra de mais US$ 5 mil'', contou.
E esse valor é até ''baixo'' se comparado com outros pacientes. Bahten conta o caso de um homem que foi baleado na região do abdômem e está há 30 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). E uma UTI, segundo o médico, custa, em média, R$ 1 mil por dia. E, além desse valor, tem o gasto de todo o resto do tratamento (cirurgia, remédios, equipamentos, pessoal, entre outros). O médico defende uma camapanha de desarmamento efetiva e que inclua também as armas brancas (todos tipos de facas). (A.B.)

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