Ney de Souza




Ar livreFamílias inteiras estacionam traillers ou motor-homes nos campings, mas as velhas e coloridas barracas ainda se espalham pelo local; campistas não trocam a natureza
por hotel nenhum

A aventura e o desejo de conhecer novos lugares é o que move o campista. A melhor definição para essa gente que não troca o contato com a natureza pelo conforto de nenhum hotel 5 estrelas é que eles são como exploradores. Só de ouvir falar que o lugar é bonito, já estão lá para conferir.
‘‘A gente prepara um roteiro, mas se no meio do caminho outro campista diz que tal cidade é legal, lá vamos nós’’, conta a carioca Esdra de Almeida. Para ela, acampar faz parte do cotidiano. Essa também é a opinião da empresária paulista Maria Inácia Kawamura. ‘‘Acampar é uma opção de vida’’, diz.
Maria Inácia conta que desde a primeira vez que acampou, e isso já faz 20 anos, ficou maravilhada com a experiência. Desde então, arrumar o trailler e por o pé na estrada faz parte da vida de sua família. ‘‘Eu e meu marido passamos a lua-de-mel acampando e foi magnífico’’, lembra.
A amizade entre os campistas é outro estímulo. As famílias de Maria Inácia e Esdra se conheceram num camping em Guarapari, no Espírito Santo e, desde então, todos os anos acampam juntos. ‘‘Quando surge uma oportunidade, viajamos juntos. Cada um sai de seu Estado e nos encontramos no camping. Fazemos grandes amizades acampando’’, diz Maria Inácia.
O tempo que o campista fica em um camping depende do conforto que o lugar oferece, da cidade ou praia onde eles estão e da própria programação da viagem. Maria Inácia afirma que já chegaram a programar uma estadia de dez dias e quando chegaram no camping não gostaram do lugar. Por indicação de colegas campistas, alteraram completamente o roteiro de viagem.
Parar no meio do caminho e ficar mais que o esperado também acontece. ‘‘O contrário também já aconteceu, programamos de ficar apenas uns dois dias e acabamos ficando mais de 15. Isso é comum, como também é comum voltarmos várias vezes para a mesma cidade. Aqui em Foz por exemplo, já é o segundo ano que passamos o reveillon’’, relata Maria Inácia.
Esdra e o marido contam que de Foz ainda vão passar em Pelotas e talvez outras cidades do Rio Grande do Sul para somente no fim do verão voltar ao Rio de Janeiro. Segundo eles, ‘‘campista é assim mesmo, sai de casa sabendo apenas que dia tem que voltar’’. O destino sempre é incerto.
Mas nem tudo é incerteza para quem acampa. O campista sempre procura estar muito bem informado sobre os campings que frequenta. A indicação de amigos campistas também é fundamental.
Os laços de amizade e a troca de informações são características deste tipo de aventura. O Camping Club do Brasil, associação de campistas, que no ano passado completou 31 anos, possui associados de todos os Estados e aproximadamente 55 campings em todo o País. O CCB também edita um jornal mensal e têm à disposição dos associados uma linha telefônica gratuita para informações.
A Associação realiza congressos e encontros, presta serviços de informação sobre campings brasileiros e em alguns países da América Latina e promove descontos para associados. O CCB mantém ainda uma classificação em seis categorias que indica o tipo de instalação e conforto que o lugar oferece.
O Camping Club de Foz do Iguaçu, por exemplo, além da instalação padrão (local para barracas, trailler ou motor-home e banheiros) ainda dispõe de energia elétrica para equipamentos, chuveiro quente, quadra de esportes, piscina, sauna e bosque.
-Serviço:
Campings em Foz do Iguaçu:
Camping Club do Brasil
End. Estrada das Cataratas, junto ao portão do Parque Nacional do Iguaçu
Fone: (045) 574-1310
Camping Internacional Piscina do Bosque
End. Rua Manêncio Martins, 23 - Jd. Nossa Sennhora da Luz
Fone: (045) 523-3053
Recanto Uirapuru
End. Av. Uirapuru, 300 - Três Fronteiras
Fone: (045) 526-3205

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