Curitiba - O cenário é cada vez mais comum no Brasil e até virou tema de novela: ''Brasileiro curioso luta para conhecer terra estrangeira fora da América do Sul''. O sonho da curitibana Danielle Pasoldi, de 26 anos, nem mesmo era o da maioria, de trabalhar no exterior, mas o que poderia ser as cobiçadas férias em Portugal acabou se transformando em um pesadelo. Como resultado, Danielle foi, sem muitas explicações, repatriada menos de 24 horas após pisar em solo lusitano e impedida de entrar em qualquer região da comunidade européia nos próximos quatro meses.
Tudo começou no início do ano, quando Danielle procurou uma agência de turismo para agendar as férias. A projetista de uma empresa de materiais para construção é casada e não tem filhos, já viajou anteriormente para os Estados Unidos e desta vez escolheu Portugal como destino. ''Meu marido, que é segurança, sempre tira férias em outra época e é comum viajarmos separados. Quero aproveitar que ainda não temos filhos para viajar. Já fui para os Estados Unidos, em 96, com um guia. Mas não escolhi nem a França, que deve ser um lugar bonito, e nem Alemanha, onde tenho parentes, por causa da língua. Escolhi Portugal pela facilidade de comunicação'', explica a moça.
Assim, Danielle foi atrás de toda a documentação e requisitos pedidos pelo Consulado de Portugal em Curitiba e pela agência de turismo, também da Capital. A passagem custou R$ 3,6 mil e era necessário US$ 100 por dia, uma das obrigações para entrar no país. A moça preferiu ficar os sete dias que pretendia na casa de um conhecido, Marcos Cione Pereira, ex-vizinho brasileiro do Bairro Alto, em Curitiba, a alugar um hotel. ''Ele já havia recomendado Portugal e disse que poderia ficar lá. Por isso, nem fiz a reserva no hotel'', disse. Foi aí que os problemas começaram.

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