Rio - Depois que a escuna Tona Galea adernou em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e uma traineira naufragou na Baía de Ilha Grande, litoral sul fluminense, no sábado, mais três acidentes foram registrados com embarcações no litoral fluminense. Uma lancha virou e outros dois barcos ficaram à deriva, com o motor parado.
Segundo o comandante das Unidades Especializadas dos Bombeiros, coronel Marcos Silva, isso é ''comum'' e, na maioria das vezes, as pessoas ficam ''ilhadas'' em mar aberto por imperícia. ''A manutenção dos barcos é coisa séria, senão vai à pique, naufraga.''
Para o coronel Silva, o resgate de pessoas em barcos à deriva ou por naufrágio é comum. ''Isso é normal. Acontece a toda hora. Só na Barra da Tijuca, a cada semana, vira ou quebra um (barco). Os donos das embarcações têm que fazer a manutenção adequada porque podem ficar à derriva, à mercê das ondas e do vento.''
Além dos barcos, o coronel Silva tem outra preocupação: banhistas que se aventuram no mar. Segundo ele, desde quinta-feira, cerca de 600 pessoas foram resgatadas, na chamada ''Operação Páscoa''. Até o fim da tarde de ontem, uma morte havia sido registrada.

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