Feriado deve esvaziar Congresso
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domingo, 10 de outubro de 1999
por Nelson Breve 
Brasília, 11 (AE) - O feriado desta terça-feira deve esvaziar os trabalhos do Congresso nesta semana. Embora o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), tenha determinado sessões deliberativas para quarta e quinta-feira, a expectativa é de que não seja votado nenhum projeto que levante polêmicas, ainda que sejam mínimas.
Nessa linha, a votação que teria melhores chances de acontecer é a do requerimento de urgência para a votação do projeto que prorroga os incentivos fiscais da Lei de Informática. Entretanto, novas divergências sobre o assunto estão reduzindo as possibilidades de uma votação por acordo. Se houver quórum elevado - o que é pouco provável -, o plenário da Câmara poderá votar a proposta de emenda constitucional que estabelece um teto para os gastos dos Legislativos Municipais, limitando a remuneração dos vereadores. A proposta já foi aprovada no Senado e conta com o apoio da oposição.
Com o novo adiamento da entrega do relatório do deputado Mussa Demes (PFL-PI) à comissão especial da Câmara que discute a reforma tributária, as atenções deverão estar voltadas para o anúncio das medidas do governo para induzir a redução das taxas de juros na ponta do crédito, prevista para quinta-feira e para a reunião do presidente Fernando Henrique Cardoso com os governadores para discutir a contribuição previdenciária dos servidores inativos, na sexta-feira.
Entretanto, não estão descartadas as surpresas. No Palácio do Planalto, duas novas crises estão em processo de ebulição: os desdobramentos do grampo telefônico que derrubou o ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros e o presidente do BNDES André Lara Resende e as denúncias sobre um suposto envolvimento do ministro da Defesa, Élcio álvares, com o crime organizado no Espírito Santo.


