Rio, 19 (AE) - O presidente da Fenabrave, Hugo Maia de Arruda, disse há pouco que, se o acordo automotivo não for prorrogado, o preço dos automóveis populares podem subir até 12% e a produção pode cair cerca de 30%, despencando dos atuais 115 mil veículos por mês para algo em torno de 80 mil. Ele afirmou que o governo não tem sido receptivo aos pedidos de prorrogação do acordo. Arruda lembrou que, quando o governo acabou com o acordo automotivo pela primeira vez, a produção caiu 50%. "O governo não está tão preocupado em fazer acordos e sim em arrecadar", afirmou. Ele disse que, apesar das reclamações em relação ao acordo, ele não acredita que as montadoras venham a reduzir os planos de investimento, uma vez que se tratam de projetos de longo prazo. Arruda avalia que o mercado brasileiro é líder na América Latina em produção de veículos e deve chegar a 3 milhões de unidades em 2005. O presidente da Fenabrav está participando da feira Rio Auto Show.

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