São Paulo, 09 (AE) - A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu hoje para representantes dos 115 sindicatos de bancários do País filiados à CUT reajuste de 4% dos salários e de todos os benefícios que constituem salário indireto, como auxílio-refeição (hoje de R$ 8,43 por dia útil), auxílio-supermercado (R$ 124,80 por mês), auxílio-creche (R$ 104 por mês) e outros, além de renovação das cláusulas sociais, com exceção do pagamento de anuênios para quem foi contratado a partir de 31 de agosto deste ano - os que ingressaram antes dessa data continuariam com o benefício. Além disso, propôs pagamento de participação nos lucros ou resultados (PLR) correspondente a 80% do salário do funcionário, acrescido de valor fixo de R$ 312, em duas parcelas.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e vice-presidente da CUT, João Vaccari Neto, os trabalhadores não aprovarão o reajuste de 4%, já que a estimativa de inflação (INPC e ICV- Dieese) é de 6%. Além disso, os bancários esperam, segundo o sindicalista, reposição de perdas de 1994 a 1998, que somam outros 4%.
"Esses valores terão de ser melhorados", afirmou. Ele reconheceu que houve uma mudança de postura dos banqueiros este ano, na comparação com o ano passado, quando a primeira proposta foi de congelamento de salários (o chamado "reajuste zero") e depois de muitas negociações chegou-se ao índice de 1,2%. "Pelo menos a Fenaban reconhece que houve inflação e corrosão dos salários." A partir de amanhã, sindicalistas vão apresentar a oferta para a base, composta por mais de 400 mil trabalhadores, em reuniões nas próprias agências. Somente depois dessa consulta as negociações serão retomadas.

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