Rio, 15 (AE) - O vazamento de óleo detectado na Baía da Guanabra, no trecho compreendido na altura do bairro de Ramos, e que provocou uma mancha de cerca de 500 metros, deverá desaparecer em quatro ou cinco dias. Uma equipe da Feema passou o dia de hoje fazendo vistoria no local e em nove galerias de águas fluviais. Segundo o diretor do Departamento de Controle Ambiental da Feema, Antônio Carlos Gusmão, não foi possível, no entanto, descobrir a origem do vazamento. "Mas podemos assegurar que não há situação de risco para a população", afirmou Gusmão.
Muito superficial, é de difícil remoção e deverá sumir naturalmente, levada pelas marés. A hipótese dos técnicos da Feema é que o óleo seja proveniente de oficinas mecânicas, empresas de manutenção e postos de gasolina que funcionam na região, que devem ter jogado o produto pelo ralo. "Achamos que várias fontes contribúiram", disse Gusmão. O diretor do Departamento de Controle acredita que a chuva forte do fim de semana pode ter "lavado" as galerias, que passam debaixo da Avenida Brasil, empurrando assim o óleo para o Rio Irajá, que desagua na Baía.
A Feema foi informada do acidente ontem à noite e logo convocou técnicos que fazem parte do Plano de Emergência da Baía de Guanabara.
De acordo com Gusmão, aqueles que cometem este tipo de delito podem ser enquadrados na Lei dos Crimes Ambientais e podem ser multados em até R$ 44 mil.

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