A Secretaria Estadual do Meio Ambiente iniciou ontem o novo plano de fiscalização para controlar a poluição da Baía de Guanabara, usando um helicóptero. Em uma hora de vôo, durante a primeira vistoria dos técnicos da Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema), duas pequenas manchas de óleo foram detectadas.
Uma delas se localiza ao lado do Estaleiro Camorim, em Niterói (Grande Rio). Segundo os fiscais do órgão, a dimensão da mancha é pequena, mas o estaleiro vai sofrer uma vistoria. A outra mancha foi provocada por um navio que estava sendo abastecido próximo à Ilha D’Água, na Ilha do Governador, zona norte da cidade, de onde vazou uma pequena quantidade de óleo. A Feema ainda não sabe a origem do óleo e vai abrir uma investigação para apurar de onde partiu o material.
De helicóptero, os fiscais terão a visão geral da baía. O helicóptero passará pelas praias de Niterói, checará os navios que circulam pela baía e também as instalações da Petrobras. Pelo mar, a fundação contará com a ajuda da Capitania dos Portos, que irá colher amostras dos combustíveis das embarcações.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, André Corrêa, uma embarcação sairá três vezes ao dia para percorrer as áreas de maior risco de vazamento. Corrêa informou ainda que os técnicos vão sobrevoar a Baía de Guanabara pelo menos três vezes por semana procurando, principalmente, vazamento de óleo. ‘‘Vamos continuar aplicando com rigor as multas da legislação ambiental’’, afirmou Corrêa. (AE)

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