Porto Alegre, 13 (AE) - O presidente da Federação das Associações Empresariais (Federasul), Mauro Knijnik, assumiu uma posição moderada diante do pacote de projetos lançado nesta segunda-feira (13) pelo governo do Rio Grande do Sul, que inclui reajuste de alíquotas de ICMS para vários itens, como telecomunicações, gasolina, cigarros e bebidas.
Ele criticou o aumento de impostos embutido na decisão governamental. "Somos contrários, ainda mais na situação atual, difícil para todos." Mas considerou "corajosas" as medidas na área social, especialmente as restrições aos altos salários.
O dirigente empresarial, que ouviu do vice-governador Miguel Rossetto uma exposição das propostas, disse que o governo resolveu "enfrentar o problema" na área do funcionalismo. Hoje
segundo levantamento da administração estadual, existem servidores recebendo até 140 vezes mais do que os que ganham menos.
Pelo projeto, nenhum funcionário do Executivo poderá receber mais de R$ 7 mil, ou 23 vezes o valor da menor remuneração. Mas a fixação deste teto salarial ainda dependerá de decisão federal sobre o mesmo tema.
A idéia fundamental é de reduzir a distância entre os vencimentos mais altos e os mais baixos. Baseado no reajuste do ICMS, o governo Olívio Dutra (PT) pretende elevar os salários mais baixos do funcionalismo - a partir de R$ 161,00, mais vale-refeição - para o mínimo de R$ 300,00, mais o tíquete-alimentação. Os projetos serão enviados para a Assembléia Legislativa ainda esta semana.

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