Até o início da noite da ontem, 17 universidades federais já haviam encaminhado ao Ministério da Educação (MEC) o calendário de reposição das aulas.
As universidades e instituições federais de ensino retornaram às aulas ontem, após 103 dias de greve. O secretário de Educação Superior do MEC, Abílio Baeta Neves, disse que, de acordo com as informações enviadas, o primeiro semestre letivo deste ano terminará na primeira quinzena de outubro na maioria das instituições.
O segundo semestre deve começar em novembro, após um intervalo de três semanas de férias. O término do ano letivo de 1998 será na primeira quinzena de março de 1999.
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo), por exemplo, reiniciou as aulas no dia 6 de julho, com término previsto para 26 de setembro. O segundo semestre está previsto para ocorrer entre 13 de outubro deste ano e 22 de fevereiro de 1999.
Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), as aulas do primeiro semestre terminarão no dia 10 de outubro.
Baeta Neves afirmou que não haverá cancelamento de semestre em nenhuma universidade. O ministério fará o acompanhamento do calendário de reposição das aulas por intermédio da Andifes (entidade que reúne os reitores de universidades federais) e do fórum de pró-reitores de graduação.
Os estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) resistem a repor as aulas perdidas em função da greve dos professores. Essa é pelo menos a tendência da maoria, segundo um dos dirigentes do Diretório Central dos Estudantes (DCE). ‘‘Amanhã (hoje), vamos promover assembléias em todos os centros da universidade para, com este resultado, decidirmos depois de amanhã, numa assembléia geral, se cancelaremos ou não este primeiro semestre.’’
Os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fazem hoje uma paralisação de 24 horas em protesto contra a nomeação do novo reitor da universidade, José Henrique Vilhena. A nova paralisação acontece oito dias depois do final da greve dos profissionais de instituições federais de ensino de todo o país. Vilhena foi nomeado na quarta-feira passada pelo ministro da Educação, Paulo Renato de Souza.
Um manifesto contra a nomeação do reitor começou a circular anteontem em todo o campus. Uma comissão formada por cinco dos seis decanos e por diretores de unidades acadêmicas deverá ir a Brasília na quinta-feira para levar o protesto ao ministro. A intenção dos decanos é conseguir a revogação da nomeação de Vilhena e a posse de Aloísio Teixeira, do Instituto de Economia Industrial. Teixeira foi o candidato vencedor em votação realizada entre funcionários, professores e estudantes. Ele ganhou também no colégio eleitoral da UFRJ com o dobro de votos de Vilhena.

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