Federais não retomam aulas antes de quarta
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sábado, 01 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
O texto do acordo entre o Ministério da Educação (MEC) e os líderes dos professores federais foi concluído na madrugada de ontem. Mas a greve na maioria das escolas técnicas e universidades federais só será encerrada depois de assembléias nos Estados, marcada para terça-feira. Os professores vão esperar o governo enviar ao Congresso projeto de aumento de salário, o que está previsto para segunda-feira.
O acordo prevê reajuste para os docentes de 3,5% em janeiro e mais 13% a 13,5% a partir de fevereiro, dependendo de regras a serem estabelecidas. Os professores estão parados desde 22 de agosto, exceto em algumas unidades, que voltaram ao trabalho antes.
Na última quarta-feira, ao fechar acordo com o governo, o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes (Andes), Roberto Leher, garantiu que orientaria a categoria a retomar as aulas na segunda-feira. Ontem, o sindicalista recuou após consultar as assembléias. O Andes alega que o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, não cumpriu acordos que teriam sido firmados com os professores. O MEC concordou em esperar uma nova assembléia dos grevistas.
Em vez dos R$ 328 milhões garantidos pelos líderes dos partidos no Congresso, o gasto com os reajustes alcançará R$ 320 milhões. A diferença no montante foi aceita pelo Andes.
A volta às aulas nas escolas técnicas e de aplicação também dependerá de assembléias no início da próxima semana. (Leia mais sobre o assunto na Folha Cidades)


