O MEC decidiu pagar os salários de maio dos professores e dos servidores das instituições federais de ensino superior que não participaram da greve, mas cobrou dos reitores a relação das pessoas nessa situação. O anúncio foi feito ontem pelo ministro Paulo Renato Souza. Alguns reitores, de acordo com o ministro, já se mostram dispostos a enviar ao MEC listas de servidores que não estavam em greve. O MEC reiterou que os salários dos grevistas continuarão retidos.
O ministro disse ontem que dificilmente o governo utilizará pontos da contraproposta apresentada pelos professores. De acordo com Paulo Renato, a versão dos professores tem um custo ‘‘várias vezes maior’’ e privilegia ‘‘professores não titulados e os professores que ganham mais’’.
Paulo Renato explicou estar falando a partir de uma ‘‘primeira impressão’’ da contraproposta e que só amanhã divulgará oficialmente sua avaliação. ‘‘Eu já havia dito ao comando de greve que começar a discutir agora uma proposta de outras bases seria impossível’’, afirmou o ministro.
‘‘O que espero agora é bom senso, porque temos pouco tempo e chegamos a um limite do razoável’’, afirmou o ministro. O projeto de lei do governo foi encaminhado ontem aos parlamentares. A previsão é de votação na próxima terça-feira à noite na Câmara e no dia 19, no Senado.
Proposta O governo propõe gratificações diferenciadas, que aumentam conforme a titulação e consideram o regime de trabalho e a avaliação do desempenho do professor em sala de aula e na produção científica. A avaliação, anual, seria feita pelas instituições federais de ensino superior e os professores precisariam alcançar 140 pontos para conseguir a gratificação máxima.
As gratificações previstas variam de 11,07% a 48,08% sobre a remuneração básica dos professores, com média de 31%. Os aposentados receberiam 60% do valor máximo de gratificação do colega na ativa. O governo terá um gasto adicional de R$ 370 milhões com a folha de pagamento. Pela proposta dos grevistas, o impacto seria de cerca de R$ 800 milhões.

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