Curitiba - Seguindo a tendência das demais instituições de ensino superior do País, os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) rejeitaram a última proposta apresentada pelo governo federal, decidindo pela continuidade da paralisação que já dura 75 dias. As assembleias foram realizadas ontem à tarde, nos dois campi da capital.
De acordo com o Sindicato dos Docentes da UTFPR (Sindutfpr), os professores ressaltaram que a nova proposta do governo não atende a principal reivindicação: a reestruturação da carreira. ''O governo busca dividir a categoria concedendo reajustes salariais que beneficiam apenas parte dos docentes, mantendo as distorções na carreira já existente'', destacou um informativo oficial divulgado pelo sindicato.
''A proposta do governo não avançou, não rediscute a reestruturação da carreira, então a grande maioria votou pela rejeição'', destacou o presidente da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR), Luiz Allan Kunzle. ''Sabemos que chega um momento da greve em que todos ficam extenuados, mas a gente tem que analisar a situação e perceber o que é melhor para a categoria'', completou.
O governo ofereceu reajuste salarial entre 25% e 40%, dividido ao longo dos próximos três anos, a partir de março de 2013, mas não inclui possibilidade de negociação caso a inflação do período seja maior. Outras duas propostas do governo já tinham sido rejeitadas pelos grevistas. Até o início da noite de ontem outras 30 instituiçõs também rejeiraram a proposta. A greve atinge 57 das 59 universidades e institutos federais.
No Paraná a paralisação já levou à suspensão do calendário acadêmico do primeiro semestre e pode comprometer também o segundo. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), aguarda até amanhã o posicionamento das mais de 50 universidades para anunciar oficialmente a decisão da entidade.

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